Sobre o Autor







RAIMUNDO ALBERTO Guedes Fernandes iniciou-se no Teatro em montagem do AUTO DA COMPADECIDA, de Ariano Suassuna (1961), em sua terra natal, Belém do Pará, onde cursou um ano de estudos na Escola de Teatro da Universidade Federal do Pará (1965).

Domiciliando-se no Rio de Janeiro, concluiu o curso de Interpretação do Conservatório Nacional de Teatro, atual escola da UNI-Rio (1968).

Atuou em algumas montagens alternativas e profissionais, como a do consagrado espetáculo A CONSTRUÇÃO, peça de Altimar Pimentel, que rendeu a Amir Hadad o prêmio MOLIÈRE de Direção (Museu de Arte Moderna, Rio, 1969);

Dirigiu sete peças, na maior parte de sua autoria, além de várias leituras dramatizadas.

Escreve regularmente desde 1971, estreando com OS MANSOS DA TERRA em leitura pública no histórico Teatro Opinião (1972), direção de JOÃO DAS NEVES. Encenada no mesmo ano pelo grupo Os Atores, do Rio de Janeiro, ganhou prêmios em vários festivais. O fato se repetiu com as montagens do Teatro Universitário, de Belém – PA (1978) e do Grupo SANCA, de São Caetano do Sul-SP (1995). A do Pará foi selecionada para o I PROJETO MAMBEMBÃO (1979), do antigo INACEN, com apresentações no RJ, SP e MG e excelente acolhida, por parte do público e da Crítica especializada. Publicado pela REVISTA DA SBAT, o texto tem sido montado em diversas cidades do país. Muito do texto reflete suas vivências no Maranhão e norte de Tocantins, quando funcionário do Banco do Brasil em Imperatriz (1964/65).

Igual êxito foi o de MÃE D’ ÁGUA, com várias encenações em todo o Brasil. A do Grupo Experiência, de Belém-PA, premiada em Campina Grande (PB) e Ponta Grossa (PR), foi aclamada com sucesso no II PROJETO MAMBEMBÃO (1981). A montagem do Teatro Experimental Universitário de Niterói-RJ obteve vários prêmios em festival local (1987).

Outros textos encenados:
FESTIM DE ANIVERSÁRIO;
OS HOMENS E OS LOBOS;
ZAMA - UMA AQUARELA AMAZÔNICA;

e os infanto-juvenis -
AS SEMENTES MÁGICAS;
O CAMPEONATO DOS POMBOS;
O ARCO-ÍRIS SEM COR;
BREVES NOTÍCIAS SOBRE UM CERTO ALFERES;
CORRE, COELHO, JABOTI JÁ FOI;
LINGÜIÇA DE SAPO; e
O CONTO DO CONTA E FAZ..

Leituras dramatizadas:
DO JEITO COMO O DIABO GOSTA,
O INCRÍVEL SEQUESTRO DE MARLENINHA BARBO,
JOGOS DE DAMAS,
O FLAUTISTA DE RAMELÉM,
SERÁ QUE VOCÊ FOI CONVIDADO? e
PRÓXIMO ATO, SUSPENSE!

Peças premiadas / selecionadas:
O CAMPEONATO DOS POMBOS (Concurso S.N.T., 1974 – 3º lugar);
SERÁ QUE VOCÊ FOI CONVIDADO? (Sec. de Cultura de Goiânia, 1976 – 3º lugar);
A MEDALHA, peça radiofônica (INST.GOËTHE / RÁDIO ROQUETTE PINTO / INACEN, selecionada e levada ao ar em 1985);
LINGÜIÇA DE SAPO (Mostra META, Rio, 1992 – 1º lugar);
A ÚLTIMA PASTORINHA (MINC, Brasília, 2001 – Prêmio Destaque Comédia) e
ÁGUAS DE OXALÁ (Seleção Brasil em Cena, C.C.B.B. Rio, 2007).
Ativo colaborador da SBAT, da qual foi Diretor e Conselheiro (2005), criou e coordenou (1997 a 1999) projetos de leitura de textos nacionais, como O TEATRO DE ALÉM CÁ – DE ANCHIETA A ALENCAR e GAVETAS ABERTAS.

É sócio-fundador e ex-presidente do Instituto Cultural Chiquinha Gonzaga.

Formou-se bacharel em Literaturas Brasileira e Portuguesa pela UFRJ, tendo exercido as funções de educador nos projetos Escola Aberta, da FAETEC e Escolas de Paz da UNESCO / Sec. Educ. RJ.

Como poeta, integra a antologia POESIA DO GRÃO-PARÁ, organizada por Olga Savary - Editora Graphia, Rio de Janeiro, 2001.

Letrista, tem composições suas nos CDs
FARRA NO FORRÓ, de Gedivan de Albuquerque,
ALMA FEMININA e DOS MEUS BICHOS DE SOMBRA, de Silas Rodrigues (2001) e
BONDE FOLIA, da Orquestra Popular Céu na Terra (2007). Este último foi agraciado com o Prêmio TIM de Música 2008, na categoria Canções Populares / Grupos.